quinta-feira, 21 de julho de 2011

Diário de Greve - 16 de Junho. Carta

Ainda quanto à greve dos professores: 

"O Grave da Greve"

Entende-se que para muitos o medo acovarda, trava. É humano. Apesar de neste nosso caso, se for pela insegurança do propalado Estado Probatório, A Carta Magna, ou seja, A Constituição Federal SEMPRE se sobrepõe a QUALQUER dito edital, dando o direito de greve, a liberdade de expressão, e, se precisar de tanto, ao direito de defesa etc e tal. E se for por receios do bolso, é também por isso que estamos nessa luta.
Mas o mais grave da greve é ter 'colega', que além de não fortalecer a mobilização, ainda comete a traição com seus companheiros, de aplicar teste ou dar trabalho valendo nota por esses dias... forçando alunos (peças fundamentais nesse ‘jogo pesado’, e que vêm alavancando conscientemente as manifestações) a irem até escola, criando sérios obstáculos, pressionando-os a não participarem da busca por melhorias...postergando seus idealismos!
 Esses nossos colegas, que não estão sendo companheiros mas que são também serão beneficiados por conquistas obtidas por 'nós outros', estão cruelmente distraídos, ou não têm um mínimo de percepção, ou pior: não têm noção de companheirismo! Só preocupados em salvar a própria pele, que não salvam.  É através deste tipo de atitude (ou falta de!) que a situação da qual também constantemente,  à boca pequena, reclamam,
 e que neste momento escancaradamente reclamamos tanto, se perpetua.



“Todo adversário respeita quem o confronta e desconsidera quem foge dele.”

“O investimento na dignidade é o único que deixa e leva heranças eternas.”



“Candura”

Se a onça contra-ataca na paúra
Pra manter o seu receio em segredo,
Eu encontro minha força na candura:
Só precisa de coragem quem tem medo!

...Não que eu seja totalmente destemido
Pois ser assim também não faz sentido,
Quero apenas ser o ser que eu mesmo vivo
Pra que nunca perca o que é pra ser vivido!

Paulo P Campos

"Páginas em branco"

Folheando pensamentos em lembrança
Li trovas, poesias, romances e contos;
Vi sonhos, ouvi cantos, muita dança:
Momentos vivos de riso e de pranto!
No entanto, do que li, releio tanto...
As páginas que ficaram em branco!


Paulo P Campos

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